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Wednesday, December 15, 2010

Ficassa com tomate seco ao óleo

Ficassa com tomate seco ao óleo.
Embora minha origem metade italiana metade portuguesa (uma combinação tipicamente paulistana diga-se de passagem!!) não conheço muito mais da comida típica desses países do que qualquer pessoa que more em São Paulo há muito tempo. Tampouco fui alguma vez em festas típicas como as populares Festas de São Vito (Associação São Vito) ou Achiropita, coisa típica ao meu jeito desligado. Mas, este ano pude experimentar uma deliciosa Ficassa vendida na Festa da Achiropita e fiquei louca para tentar reproduzi-la em casa!
Existem algumas receitas de Ficassa já disponíveis na internet (Ficasssa da vó Teresa; Receita da Ficassa do Cybercook; Ficassa da tia Dora), mas nenhuma delas se parecia (pelas fotos) com aquela que comi e por isso fiz algumas adaptações! Portanto, aqui vou me ater principalmente a comentar aquilo que fiz, o que deu certo ou errado.
A Ficassa que experimentei tinha uma massa alta, extremamente fofa, fartamente coberta por um molho de tomates grosso e muito bem temperado e uma camada fina de queijo (acredito que parmesão ou provolone). As receitas que encontrei na internet não utilizam molho de tomate, mas rodelas de tomate fresco e cebola, temperada antecipadamente com azeite, orégano e alho, além de aliche. Optei por fazer a cobertura com um molho 'sujo' (como minha vó, Dona América, costuma chamar o molho que se faz com pedaços de tomate com casca, temperado com cebola, orégano, alho e um pouquinho de pimenta [gosto de usar pimenta-do-reino] sem bater ou peneirar o molho ao final), queijo parmesão e tomates secos ao óleo Macerato.
Para a massa usei como base a receita do Tudo Gostoso Uol (Ficassa da vó Teresa), mas ao invés de 750 g de batata, utilizei 3 batatas (de casca rosa, aquela mesma que se utiliza para nhoque) grandes, porque não tinha como pesar as batatas... no final isso me pareceu um erro e explicarei por quê mais adiante, mas sugiro utilizar apenas 2 batatas grandes ou médias.

Ingredientes
  • 750 g de batatas cozidas, espremidas e morninhas, quase frias
  • 1/2 kg de farinha de trigo, mais ou menos
  • 1/2 copo de leite morno
  • 3/4 de copo de óleo
  • 2 tabletes de fermento de pão
  • 1 colher de sobremesa rasa de sal

As batatas foram cozidas em panela de pressão com 3 dentes de alho esmagados com casca. Enquanto as batatas eram cozidas preparei o molho, refogando no azeite 4 dentes de alho picados, 1/2 cebola picada, 3 ou 4 tomates bem maduros picados e com casca, orégano a gosto, um pitada de pimenta do reino e sal, e deixei ferventar até engrossar.
Depois de bem cozidas as batatas foram amassadas, esfriadas, e então comecei a preparar a massa, assistida pelo meu irmão Leandro que é mais experiente que eu no hobby de preparar pães caseiros. O fermento de pão (aquele comprado em padaria) foi dissolvido no leite morno e adicionado às batatas juntamente com o sal, o óleo e parte da farinha, misturando tudo com uma espátula até a massa tornar-se mais pesada e exigir 'mãos na massa' literalmente! A massa demorou a chegar no ponto, exigindo ser muito bem sovada (sem nenhuma delicadeza) antes de adicionar pouco a pouco a farinha de trigo, sendo que não foi necessário usar muito mais farinha do que a receita pedia (1/2 kg de farinha de trigo).
O ponto ideal para pães, frequentemente é quando a massa está com aparência homogênea e lisa, quase sem grudar nos dedos, mas ainda grudando um pouquinho... a massa ainda meio mole facilita o crescimento e deixa o pão mais fofinho. No caso dessa massa, não sei se a quantidade de batata foi muito grande ou se ela é sempre assim, mas foi preciso ao final manipulá-la com espátulas porque depois de adicionada toda a farinha ainda estava mole e grudenta. Depois de bem homogeneizada e sovada a massa ainda um pouco mole foi colocada em forma untada com manteiga e levada ao forno, coberta por um pano limpo para crescer. Demorou um pouco, aproximadamente uns 50min, mas a massa cresceu bastante ficando bem alta. Para saber o ponto ideal de crescimento da massa, fiz o teste da bolinha de massa no copo d'água que foi deixado junto com a massa no forno o tempo todo.
Massa crescida, acendi o forno em temperatura alta e deixei assar até que ao enfiar um garfo na massa ele saísse limpinho e a massa um pouquinho dourada por cima. Então, espalhei sobre a ficassa o grosso molho de tomate, o parmesão e decorei com tomates secos ao alho. Ficou uma delícia! A massa bem macia e o molho saboroso. Mas, como comi a ficassa assim que saiu do forno, o sabor do pão lembrava nhoque, embora tivesse uma consistência de pão... realmente acho que exagerei nas batatas!!! rs ... Mas, depois de frio o pão continuou macio e saboroso, agora com sabor menos pronunciado de nhoque!

Monday, November 8, 2010

Vai um refresco?

Já imaginou preparar um refresco com vinagre de maçã? Mas, saiba que é sim possível fazer refrescos a partir da diluição de vinagres naturais de frutas, como maçã. E esta bebida, além de deliciosa e refrescante, é um isotônico natural com pouquíssimas calorias e muitos benefícios à sua saúde e quem diz é a Associação Nacional de Indústrias de Vinagre (ANAV ) apoiada por recentes pesquisas. Os vinagres produzidos a partir de vinho e maçã são consideradas as versões mais saudáveis porque preservam as propriedades da bebida e da fruta até o final do processo de produção, no entanto, para o preparo de refrescos o vinagre de maçã é mais saboroso.

Vinagres produzidos a partir da fermentação de frutas possuem características oxidantes que ajudam a retardar o envelhecimento. Além disso, o vinagre de maçã possui mais de trinta elementos nutritivos, uma dúzia de sais minerais e enzimas essenciais, além de complexos multi-vitamínicos. E, recentemente, um estudo da revista científica Journal of Food and Chemistry demonstrou que substâncias presentes no vinagre podem contribuir na eliminação de gordura pelo organismo. O estudo, coordenado pelo cientista Tomoo Kondo, indicou que o índice de massa corporal, a circunferência abdominal e os níveis de triglicérides no sangue são menores em voluntários que ingerem vinagre diariamente.

Além destes benefícios, o vinagre Macerato produzido artesanalmente permanece "vivo" assim como vinhos de boa qualidade, uma vez que a fermentação não é paralisada ao final do processo; tampouco as colônias são retiradas por pasteurização. A ingestão deste vinagre "vivo" contribui para o equilíbrio da flora intestinal, facilitando a digestão e melhorando o metabolismo do Cálcio entre outras tantas vantagens à saúde!

Para preparar um refresco saboroso e saudável basta diluir uma colher (de sopa) de Vinagre de Maçã Natural Macerato em um copo de água. Não é necessário adoçar, mas se quiser não há problemas. Além disso, é possível criar receitas e novas combinações saborosas tendo como base o isotônico de maçã. Uma opção: adicionar algumas folhas frescas de hortelã maceradas ou bater em liquidificador para preparar uma bebida ainda mais refrescante!

Você pode se interessar:

Vinagres de Maçã Macerato
Panorama de Vinagres
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